E o que eu posso fazer?
Se te coloquei tão fundo em mim
Que agora não posso tirar.
Odeio admitir,
Mas já não sei mais viver assim.
São meus braços ao seu redor,
Meu hálito no seu pescoço.
E é tudo tão seu,
Que nem sei o que é mais meu.
Porque é assim,
É assim que acontece.
Sua voz na minha cabeça,
Suas palavras nos meus textos.
Você em mim.
A razão tenta me dizer que não.
Mas já nem sei se consigo argumentar.
Me ligue no final do dia,
Não me abstenha.
A gente briga. Quase se estapeia.
A gente vai no Kamikaze e sai de lá passando mal.
A gente ri da cara do outro.
Do nariz, da coxinha, da cabeça. Até do cabelo.
A gente gasta corretivo com coisas banais.
A gente gasta cinquentao em cerveja e só paga 30.
A gente faz merda só pra ver o resultado.
A gente viaja pra ver cosplay tosco.
E a gente se adora por isso!
A gente fala errado e se correge.
A gente pula a meia-noite na piscina.
E sempre joga alguém lá dentro.
A gente se ama.
A gente escuta AC/DC.
E escuta sertanejo também.
E se bobear até Djavú!
Mas e dái?
A gente tá sempre junto.
A gente faz picnic. De dois em dois meses.
E a gente bebe MUITO! Principalmente se tiver babá!
Porque a gente não tá ligando muito.
Atravessamos a rua sem olhar.
E dançamos de um jeito bem tosco.
Mas a gente é pra sempre.
Porque não há briga que separe.
Nem apelido que atrapalhe.
Nem vomito que destrua.
Nem vampiro que mate.
Porque a gente é foda!
E FODA-SE O RESTO!
A gente é noes!
Pra sempre...
O amor é perigoso.
Pode parecer veneno.
Montanhas inatingíveis
Que se movem ao profeta
Insetos esdrúxulos
De bizarra forma,
Que mordem.
Ah, doi. Doi muito!
Não há pena,
E talvez nem mesmo sofriemento
A euforia corrói suas véias
Elas se dilatam
A excitação queima
E você se pergunta:
Por que?
Porque sim.
Não há motivo.
Assim como não há vontade.
Ser pela simples palavra
Pela simples possibilidade de existir.
Deixe queimar enquanto você vive,
E talvez você nunca morra!
Vou me matar
Depois conto como foi.
Vou destruir minha inexistência
Vou construir a decadência
Vingar-me de quem já pereceu
Beijar a alma de quem não morreu
Porque assim sou eu.
Consumista
De sonhos, de palavras.
Equilibrista
Numa corda desvairada.
E faces inconscientes vão me dizer
NÃO
E responderei que já é tarde.
Porque sou o mesmo idiota
Que se matou
E se odiou por alguém
E quando recebeu o troco
Percebeu que já não tinha porque lutar
Então desistiu.
E se estuprou. Se degradou!
A morte foi mais fácil.
Só espero não machucar. Espero não espetar espinhos em superfícies planas. Nem fazer promessas que eu não possa cumprir. Sempre falo as mesmas coisas.
E nunca digo elas. Porque nunca assumo. Nunca.
Volto pra dizer que talvez não fique.
Talvez não fique mais em paz. Talvez não me mude. Talvez não alcance.
Aprendi que o desespero da confusão é criar pela agonia de não conseguir. Juntar coisas sem sentido, que nunca deveriam existir juntas e tentar organizá-las.
Mas não se organiza idéias incompletas, nem se completa vidas que não acabaram. Porque viver talvez seja isso, juntar peças. Peças vazias , escuras, ou queimadas por receberem luz demais.
E morrer de repente é a grande solução. É a figurinha chave.
-o poeta se desespera por não saber poetar-
PORQUE EU SOU UM IDIOTA DE QUALQUER MANEIRA!
E se parece ser diferente, é só porque em uma das peças aprendi a disfarçar...
Deixo a cerveja pulsar em minhas veias.
Os cigarros queimarem em minha gargante.
Insanidade cruel. Nem preciso dizer.
O mundo gira
E meus olhos ficam vermelhos com tantas cores
Não há droga pior,
Não há existência mais mínima.
Sou tudo em você e nada em mim.
Porque em mim, já não resta nada!
A fumaça que me cerca,
É a distância que te afasta
E o sangue que pulsa
É a vontade presa.
Seremos livres. Quando?
Se te coloquei tão fundo em mim
Que agora não posso tirar.
Odeio admitir,
Mas já não sei mais viver assim.
São meus braços ao seu redor,
Meu hálito no seu pescoço.
E é tudo tão seu,
Que nem sei o que é mais meu.
Porque é assim,
É assim que acontece.
Sua voz na minha cabeça,
Suas palavras nos meus textos.
Você em mim.
A razão tenta me dizer que não.
Mas já nem sei se consigo argumentar.
Me ligue no final do dia,
Não me abstenha.
Mais um final de ano, mais uma despedida!
A gente vai no Kamikaze e sai de lá passando mal.
A gente ri da cara do outro.
Do nariz, da coxinha, da cabeça. Até do cabelo.
A gente gasta corretivo com coisas banais.
A gente gasta cinquentao em cerveja e só paga 30.
A gente faz merda só pra ver o resultado.
A gente viaja pra ver cosplay tosco.
E a gente se adora por isso!
A gente fala errado e se correge.
A gente pula a meia-noite na piscina.
E sempre joga alguém lá dentro.
A gente se ama.
A gente escuta AC/DC.
E escuta sertanejo também.
E se bobear até Djavú!
Mas e dái?
A gente tá sempre junto.
A gente faz picnic. De dois em dois meses.
E a gente bebe MUITO! Principalmente se tiver babá!
Porque a gente não tá ligando muito.
Atravessamos a rua sem olhar.
E dançamos de um jeito bem tosco.
Mas a gente é pra sempre.
Porque não há briga que separe.
Nem apelido que atrapalhe.
Nem vomito que destrua.
Nem vampiro que mate.
Porque a gente é foda!
E FODA-SE O RESTO!
A gente é noes!
Pra sempre...
Pode parecer veneno.
Montanhas inatingíveis
Que se movem ao profeta
Insetos esdrúxulos
De bizarra forma,
Que mordem.
Ah, doi. Doi muito!
Não há pena,
E talvez nem mesmo sofriemento
A euforia corrói suas véias
Elas se dilatam
A excitação queima
E você se pergunta:
Por que?
Porque sim.
Não há motivo.
Assim como não há vontade.
Ser pela simples palavra
Pela simples possibilidade de existir.
Deixe queimar enquanto você vive,
E talvez você nunca morra!
Depois conto como foi.
Vou destruir minha inexistência
Vou construir a decadência
Vingar-me de quem já pereceu
Beijar a alma de quem não morreu
Porque assim sou eu.
Consumista
De sonhos, de palavras.
Equilibrista
Numa corda desvairada.
E faces inconscientes vão me dizer
NÃO
E responderei que já é tarde.
Porque sou o mesmo idiota
Que se matou
E se odiou por alguém
E quando recebeu o troco
Percebeu que já não tinha porque lutar
Então desistiu.
E se estuprou. Se degradou!
A morte foi mais fácil.
E nunca digo elas. Porque nunca assumo. Nunca.
Talvez não fique mais em paz. Talvez não me mude. Talvez não alcance.
Aprendi que o desespero da confusão é criar pela agonia de não conseguir. Juntar coisas sem sentido, que nunca deveriam existir juntas e tentar organizá-las.
Mas não se organiza idéias incompletas, nem se completa vidas que não acabaram. Porque viver talvez seja isso, juntar peças. Peças vazias , escuras, ou queimadas por receberem luz demais.
E morrer de repente é a grande solução. É a figurinha chave.
-o poeta se desespera por não saber poetar-

PORQUE EU SOU UM IDIOTA DE QUALQUER MANEIRA!
E se parece ser diferente, é só porque em uma das peças aprendi a disfarçar...
Poluição! SPQS
Os cigarros queimarem em minha gargante.
Insanidade cruel. Nem preciso dizer.
O mundo gira
E meus olhos ficam vermelhos com tantas cores
Não há droga pior,
Não há existência mais mínima.
Sou tudo em você e nada em mim.
Porque em mim, já não resta nada!
A fumaça que me cerca,
É a distância que te afasta
E o sangue que pulsa
É a vontade presa.
Seremos livres. Quando?