Queria ser só um louco que te liga de vez em quando. Aquela espécie de louco que faz você pensar em trocar o número do celular, que faz você pensar no porquê de um dia vocês terem ficado juntos. Ser o tipo de louco que te vigia da esquina. Aquele louco que você queria muito que morresse ou que fosse internado. Mas não sou... e pior ainda que isso é que você também sabe que não. E você não me quer morto, nem internado. Você me quer só assim, como deve ser. E é isso que torna as coisas mais complicadas. É mais fácil aceitar a sua recusa do que acreditar que não podemos. De novo, não podemos.
E não preciso nem das sua voz, nem das suas risadas. Minha loucura grita pela sua pele, pela sua mão suada. Pelo seu cabelo (des)arrumado. Só queria sua presença. Hora errada pra esse tipo de drama...
Scott Matthews
We all bear the scars.
Yes, we all fail in love.
We all sigh in the dark;
get cut off before we start.
And as the first act begins,
you realize they're all waiting
for a fall, for a flaw,
for the end.
There's a path stained with tears,
could you talk to quiet my fears?
Could you pull me aside,
just to acknowledge that I've tried?
And as your last breath begins,
contently take it in,
because we all get it in
the end.
And as your last breath begins,
you find your demon's your best friend.
And we all get it in
the end.
CLIQUE
Ela só falou que amar não valia a pena
Ela disse que não acreditava em amor
Ela avisou que não queria nada sério
Ela apagou as lacunas em que ele estava
Quem é cruel agora?
Ele disse que amava
Ele disse que podia morrer num sorriso
Ele fez o pedido
Ele escreveu pra tentar não esquecer.
Quem é o bobo agora?
Eles sorriram um pro outro
Eles se destruiram
Eles correram no meio das pessoas
Eles tentaram ser feliz.
Quem está mentindo agora?
Os outros disseram que não daria
Os outros invejaram
Os outros simplesmente foram outros(as)
Outros foram o inferno.
Quem pode ser culpado?
Eu fiquei aqui olhando.
Eu vi minha face no espelho.
Eu sorri pra tentar negar.
Eu não fiz nada.
Quem faria diferente?
Sempre fui o tipo de cara que não era a segurança. Fui aquele que preferia não agir, não gritar. Fui quem deixou de se importar pra simplesmente poder passar em cinza pelos lugares. Andei pelas ruas tentando me esconder até do vento. Não acreditei em mim, nos meus sonhos. Pisei nas minhas ilusões pra poder imaginar um mundo de casas de cera. Coloquei meu capuz e me arrastei por calçadas tentando não chamar atenção. Fingi risos e discuti sobre outras opiniões que não as minhas. Fiquei sentado vendo meus filmes esperando o mundo lá fora correr, girar, explodir e levar todos dele. Li meus livros porque neles a história não era a minha. Escutei minhas musicas baixinho porque preferi que ninguém procurasse daonde aquele som vinha. Tomava meu banho, me deitava e via o teto. Ali era o lugar mais seguro. Na minha jaula, era só eu. Nos meus desenhos, colocava todo o grafite que injetei em meu sangue. Todo o preto. Não tratavasse de viver. Tratavasse de não morrer. Não podia acreditar nas minhas próprias mentiras, não podia me concretizar em não existir. Nas garrafas e cigarros jogados pela sala, via a vastidão do meu próprio minimalismo. Eu não era. Eu não tinha. O sabor insosso de lugares, prédios. O gostar da sensação de não sentir. A distância de tudo. Então, um dia você me notou.
E eu percebi que fugia à toa.
Percebo que dei um jeito de me livrar de todo mundo que chegou muito perto. Afastei todas as pessoas que ousaram tentar se aproximar daquilo que insisto em guardar bem fundo. Não foi de uma forma espontânea, nem de um jeito proposital. Simplesmente aconteceu. Subconscientemente, deixei todas elas no meio do caminho e segui. Não tive coragem de me deixar ser e estar...
Sinto sua falta mais do que gostaria. Achei que não era assim. Achei que algumas coisas seriam facéis, que tudo era brincadeira. Tive medo de sermos. E agora que não tenho mais, pago com as noites de sono que tirei de você, com as horas que deixei você olhando minhas fotos, com as músicas que tanto toquei em sua mente, com as palavras que tanto nos falamos.
E quanto mais eu tento te afastar como afastei todas as outras, mais percebo o quão díficil e rídiculo isso pode ser. O quão rídiculo eu posso ser. Escreveria um livro sobre você. Porque o modo como você invade meus sonhos e meus pensamentos, me diz exatamente tudo que eu precisava saber antes, mas descobri tarde demais.
Será que realmente teremos (e seremos em) um tempo?
É só que às vezes bate uma saudades tão forte. Um aperto no coração, seguido de um nó na garganta e uma vontade de abraçar, de gritar. Às vezes, só é mais forte que eu, manter isso longe de mim. E saudades não é algo íncrivel. Não é um sentimento desses que você só sente muito de vez em quando. A saudade, a falta, são tão comuns ao ser, tão necessárias. Mas isso não a torna mais fácil. Queria poder correr pra tudo aquilo que tenho saudades. Dos momentos em que pude rir infantilmente, dos dias que pude brincar na terra sem me preocupar com minhas unhas sujas ou com minha roupa, das vezes que pude correr, correr, correr e só sentir o vento. Queria poder ir atrás das conversas, dos risos, das mesas e dos sofás que dividi. Queria poder dormir em um abraço de novo. Queria poder sentir que tudo no mundo estava bem com um beijo. Queria simplesmente deitar e dormir, sem ter que pensar em todas as coisas que me esperam do outro lado. Ninguém morre de saudades. Talvez (com certeza) se morra de amor. Mas não só de saudades.
Aprender a deixar todas as coisas que amei/amo no passado é díficil. Necessário. Mas esquecê-las não. Se posso, vou levá-las comigo. Pelos anos. Pelas vidas. Não me arrependerei de chorar por elas, ou de rir com elas. Porque sempre valeu a pena.
É sempre uma história complicada. Mas não quero mais me arrepender por não fazer, por sentir. Deixar mais ninguém fugir da minha vida como água escorrendo na pia. A vida não é como queremos. E talvez nunca seja.
E só.
E uma vida inteira pra me devorar
É o que dizia a música.
Mas sabemos, que precisamos de pouco tempo.
Precisamos de uma hora, um dia.
Um minuto.
Porque aquilo que nos gruda
É a mais pura e insana luxúria.
Nunca tentamos ser o par bonito
O casal feliz.
E é só por isso que fomos incrivelmente bem
Em todos os pontos que quisemos.
Ah, nem finja que me ama.
Porque tudo que eu amo em você,
Acaba bem antes do nosso amor.
E sei que a gente concorda nisso...
Então que a pele diga por si própria
E que aquilo que os outros repudiam
Guie-nos pelo caminhos mais rídiculo
E perigoso.
A gente nunca quis falar de amor mesmo.
E não preciso nem das sua voz, nem das suas risadas. Minha loucura grita pela sua pele, pela sua mão suada. Pelo seu cabelo (des)arrumado. Só queria sua presença. Hora errada pra esse tipo de drama...
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Scott Matthews
We all bear the scars.
Yes, we all fail in love.
We all sigh in the dark;
get cut off before we start.
And as the first act begins,
you realize they're all waiting
for a fall, for a flaw,
for the end.
There's a path stained with tears,
could you talk to quiet my fears?
Could you pull me aside,
just to acknowledge that I've tried?
And as your last breath begins,
contently take it in,
because we all get it in
the end.
And as your last breath begins,
you find your demon's your best friend.
And we all get it in
the end.
CLIQUE
Ela disse que não acreditava em amor
Ela avisou que não queria nada sério
Ela apagou as lacunas em que ele estava
Quem é cruel agora?
Ele disse que amava
Ele disse que podia morrer num sorriso
Ele fez o pedido
Ele escreveu pra tentar não esquecer.
Quem é o bobo agora?
Eles sorriram um pro outro
Eles se destruiram
Eles correram no meio das pessoas
Eles tentaram ser feliz.
Quem está mentindo agora?
Os outros disseram que não daria
Os outros invejaram
Os outros simplesmente foram outros(as)
Outros foram o inferno.
Quem pode ser culpado?
Eu fiquei aqui olhando.
Eu vi minha face no espelho.
Eu sorri pra tentar negar.
Eu não fiz nada.
Quem faria diferente?
E eu percebi que fugia à toa.
Sinto sua falta mais do que gostaria. Achei que não era assim. Achei que algumas coisas seriam facéis, que tudo era brincadeira. Tive medo de sermos. E agora que não tenho mais, pago com as noites de sono que tirei de você, com as horas que deixei você olhando minhas fotos, com as músicas que tanto toquei em sua mente, com as palavras que tanto nos falamos.
E quanto mais eu tento te afastar como afastei todas as outras, mais percebo o quão díficil e rídiculo isso pode ser. O quão rídiculo eu posso ser. Escreveria um livro sobre você. Porque o modo como você invade meus sonhos e meus pensamentos, me diz exatamente tudo que eu precisava saber antes, mas descobri tarde demais.
Será que realmente teremos (e seremos em) um tempo?
Aprender a deixar todas as coisas que amei/amo no passado é díficil. Necessário. Mas esquecê-las não. Se posso, vou levá-las comigo. Pelos anos. Pelas vidas. Não me arrependerei de chorar por elas, ou de rir com elas. Porque sempre valeu a pena.
É sempre uma história complicada. Mas não quero mais me arrepender por não fazer, por sentir. Deixar mais ninguém fugir da minha vida como água escorrendo na pia. A vida não é como queremos. E talvez nunca seja.
E só.
É o que dizia a música.
Mas sabemos, que precisamos de pouco tempo.
Precisamos de uma hora, um dia.
Um minuto.
Porque aquilo que nos gruda
É a mais pura e insana luxúria.
Nunca tentamos ser o par bonito
O casal feliz.
E é só por isso que fomos incrivelmente bem
Em todos os pontos que quisemos.
Ah, nem finja que me ama.
Porque tudo que eu amo em você,
Acaba bem antes do nosso amor.
E sei que a gente concorda nisso...
Então que a pele diga por si própria
E que aquilo que os outros repudiam
Guie-nos pelo caminhos mais rídiculo
E perigoso.
A gente nunca quis falar de amor mesmo.