Mentaótico

Ótica mental cheia de hortelã!

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Cansei de falar sobre a escuridão que me cerca...
Falarei de meu passado,
Para me tentar manter sano
(sano é uma palavra tão vaga)
Já fui criança
E assim como tu já precisei de cuidados
(como precisas agora)
Tive meus complexos, ideias
E tolices
Busquei a força no profundo
Quando o ódio se apoderou de minh'alma
(um homem com a casa em chamas não ajuda no incêndio do vizinho -longa lição)
E me tornei forte,
Forte e obscuro, você não faz idéia!
Ou, depois de tanto desespero faça...
Em latim disse palavras de conjugação
Na minha língua dei gritos de dor
E em minha alma esgotada esperei pelo fim
(que não o veio, pois)
Agora a voz completa meus pensamentos
Qual voz?
Estou cansado da escuridão... cansado dos inimigos invisivéis
Não vou mais ficar esperando
Bardos cantariam minah luta se ainda existissem
Corram enquanto podem sombras
Pois cansei...
Acho que fiz de tudo isso uma observação
A história começará em breve...

Algum dia me arrisco a falar da minha história
Falo dos lugares que passei
Das pessoas que vi
Das pontes em que pisei
Dos corações que quebrei
Das almas que comi (talvez?)
Dos corpos em que trombei.
Ou não... confessar pecados não é meu forte
O corte que algum perseguidor me fez não para de sangrar
Insiste em manchar o breu de vermelho
A escuridão como percebe-se também se mantém forte
As vozes, os toques e os berros também
Sinto minha alma sendo sugada... aspirada
Minha raiva inflama
Me queima, se transporta para meus olhos
A se tu soubesses do prazer de odiar
Odiaria tanto quanto eu
Tanto, mais tanto
Que se tornaria meu eu mais novo
Quando comecei a cuidar de coisas que não queriam ser cuidadas
Quando comecei a cair em sombras pegajosas
Quando comecei a invocar demônios que insistem em me atormentar
Mas como desculpa usei o ódio...
A raiva é um sentimento puro... tão puro quanto o amor
Mas o ódio não, o ódio é traiçoeiro, perigoso
Ele substrai de você
E não pede por isso
Desperta em você a crueldade, a coragem para fazer o que não quer
(ou o que quer)
Então você se depara com uma "salvação" (tentação)
E vê que é muito simples se entregar, muito simples curar o ódio
Então canta, chama e clama
(atenda, atenda, amém, amém)
...
Aos poucos me entrego a devaneios mais profundos
Me revelo a você
Alma pura e ingênua (rio na tua cara)
Não é o que sou... me perdi de meu corpo
Não, estou vivo!
Talvez.

Se o som é estranho e vazio
Há muito já estou em devaneios
Um homem planta o que pode
E cuida do que plantou
Frases de velhos autores
Frases que são berradas
Não conseguirei cuidar de minhas plantações
Não também que tenha plantado muito
Quando a morte vier cobrar minhas dívidas
Vier conferir meu nome em seu caderno
Minhas plantações já estarão secas e ressecas
As poesias já serão inutéis e palavras bonitas não irão adoçar a dor
E que dor!
Meus ouvidos já quase adormecidos, não suporto mais os berros
Calem-se, calem-se
Malditas vozes
Demônios paradisíacos que teimam em não me atingir
Ou me atingem com loucura
Me sinto fraco... lutando contra as antigas ameaças invisíveis
E como obrigação te levo a curiosidade
Quem sou? Onde estou? Pelo que sofro e com o que luto?
Perguntas e mais perguntas
Se Philip me chamo... já não interessa
Mas se preferes assim, que assim o seja
A escuridão não amansou
Fui jogado em um poço e as sombras me tocam
Se tivesses uma visão um pouco mais apocalíptica
Acompanharia minha rispidez
Veria a mão em meu ombro
Veria o dono da mão, coberto de treva
E cheio de olhares passivos
Ficaria assustado
Ah, sim ficaria.
Se agora se pergunta se estou morto
Afirmo a você: mais vivo não poderia estar!
Decidiram agora por dilacerar minha carne
Algum de meus inimigos acaba de me sangra no braço
Um corte, fino
Não muito profundo
Mas suficiente para sangrar e causar alguma dor
Não sei porque continuo falando
Tentando te levar a minha loucura
Assumo personagens em que você acreditou
Aqui nesta sombra estou em qualquer lugar
Estou ao teu lado e ouço seu grito
Toco em sua face, tento a sua carne
Você já não me acha mais tão vítima, acha?
Me deixei levar
Perdoe-me
Quem sabe quando "souberdes" de minha história...
Algum dia, algum dia

PS: Quem sabe isso não vire um conto.

Já é noite.

As luzes se apagaram, estou sozinho na escuridão.

Não tenho medo, mas não me sinto seguro

As sombras por todos os lados me agridem de certa forma

Atingem meu âmago

O que eu fiz pra merecer?

Talvez a culpa, o remorso

Talvez todas as coisas passadas

Todos meus pecados

Todos.

E eu aqui na escuridão

Não reconheço meu lugar... não vejo estrelas

A crueldade profana o solo escuro

Mas que solo?

Nem mesmo esse posso ver...

Ouço passos, vozes

Sou guiado, inconscientemente por caminhos que não quero percorrer

Como se uma mão invisivel tocasse meu ombro

Como se um amigo oculto me dissesse "Faça"

O sol teima em não raiar

Passo horas, horas, e mais horas

E nada de luz... sou cego... já não sei mais

Os monstros se aproximam de mim

As coisas da qual eu fugi enquanto havia luz, enquanto havia algo

Todos mortos

"Você fez isso"

"Você condenou"

"Você julgou e matou"

Os mortos deveriam continuar mortos

Deveriam esperar do outro lado do véu

Amargando tudo aquilo

Enquanto você tentava consertar em vida

Acreditando numa esperança inútil

Numa fagulha de luz que não surge.

Porque aqui no escuro não há ninguém para segurar minhas mãos?!

Para me dizer o que fazer!

Sò as vozes que gritam em desespero

Berram e imploram por ajuda

Almas atormentadas, e que agora me atormentam

Se isso for o inferno então deve ser só o começo

Enquanto me afundo no limbo e perco minha sanidade

Sanidade? Como posso tocar nisso agora

Estou na escuridão, ouvindo passos, vozes e berros

Pedindo ajuda a mãos invisíveis,

Demônios sedentos pela minha alma

E eu ainda me penso como sano

Sou obrigado a gargalhar

E na escuridão o som é vazio...

Estranho.


[continua...]


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[sem nome] (pt. 4)

Cansei de falar sobre a escuridão que me cerca...
Falarei de meu passado,
Para me tentar manter sano
(sano é uma palavra tão vaga)
Já fui criança
E assim como tu já precisei de cuidados
(como precisas agora)
Tive meus complexos, ideias
E tolices
Busquei a força no profundo
Quando o ódio se apoderou de minh'alma
(um homem com a casa em chamas não ajuda no incêndio do vizinho -longa lição)
E me tornei forte,
Forte e obscuro, você não faz idéia!
Ou, depois de tanto desespero faça...
Em latim disse palavras de conjugação
Na minha língua dei gritos de dor
E em minha alma esgotada esperei pelo fim
(que não o veio, pois)
Agora a voz completa meus pensamentos
Qual voz?
Estou cansado da escuridão... cansado dos inimigos invisivéis
Não vou mais ficar esperando
Bardos cantariam minah luta se ainda existissem
Corram enquanto podem sombras
Pois cansei...
Acho que fiz de tudo isso uma observação
A história começará em breve...

[sem nome] (pt.3)

Algum dia me arrisco a falar da minha história
Falo dos lugares que passei
Das pessoas que vi
Das pontes em que pisei
Dos corações que quebrei
Das almas que comi (talvez?)
Dos corpos em que trombei.
Ou não... confessar pecados não é meu forte
O corte que algum perseguidor me fez não para de sangrar
Insiste em manchar o breu de vermelho
A escuridão como percebe-se também se mantém forte
As vozes, os toques e os berros também
Sinto minha alma sendo sugada... aspirada
Minha raiva inflama
Me queima, se transporta para meus olhos
A se tu soubesses do prazer de odiar
Odiaria tanto quanto eu
Tanto, mais tanto
Que se tornaria meu eu mais novo
Quando comecei a cuidar de coisas que não queriam ser cuidadas
Quando comecei a cair em sombras pegajosas
Quando comecei a invocar demônios que insistem em me atormentar
Mas como desculpa usei o ódio...
A raiva é um sentimento puro... tão puro quanto o amor
Mas o ódio não, o ódio é traiçoeiro, perigoso
Ele substrai de você
E não pede por isso
Desperta em você a crueldade, a coragem para fazer o que não quer
(ou o que quer)
Então você se depara com uma "salvação" (tentação)
E vê que é muito simples se entregar, muito simples curar o ódio
Então canta, chama e clama
(atenda, atenda, amém, amém)
...
Aos poucos me entrego a devaneios mais profundos
Me revelo a você
Alma pura e ingênua (rio na tua cara)
Não é o que sou... me perdi de meu corpo
Não, estou vivo!
Talvez.

[sem nome] (pt.2)

Se o som é estranho e vazio
Há muito já estou em devaneios
Um homem planta o que pode
E cuida do que plantou
Frases de velhos autores
Frases que são berradas
Não conseguirei cuidar de minhas plantações
Não também que tenha plantado muito
Quando a morte vier cobrar minhas dívidas
Vier conferir meu nome em seu caderno
Minhas plantações já estarão secas e ressecas
As poesias já serão inutéis e palavras bonitas não irão adoçar a dor
E que dor!
Meus ouvidos já quase adormecidos, não suporto mais os berros
Calem-se, calem-se
Malditas vozes
Demônios paradisíacos que teimam em não me atingir
Ou me atingem com loucura
Me sinto fraco... lutando contra as antigas ameaças invisíveis
E como obrigação te levo a curiosidade
Quem sou? Onde estou? Pelo que sofro e com o que luto?
Perguntas e mais perguntas
Se Philip me chamo... já não interessa
Mas se preferes assim, que assim o seja
A escuridão não amansou
Fui jogado em um poço e as sombras me tocam
Se tivesses uma visão um pouco mais apocalíptica
Acompanharia minha rispidez
Veria a mão em meu ombro
Veria o dono da mão, coberto de treva
E cheio de olhares passivos
Ficaria assustado
Ah, sim ficaria.
Se agora se pergunta se estou morto
Afirmo a você: mais vivo não poderia estar!
Decidiram agora por dilacerar minha carne
Algum de meus inimigos acaba de me sangra no braço
Um corte, fino
Não muito profundo
Mas suficiente para sangrar e causar alguma dor
Não sei porque continuo falando
Tentando te levar a minha loucura
Assumo personagens em que você acreditou
Aqui nesta sombra estou em qualquer lugar
Estou ao teu lado e ouço seu grito
Toco em sua face, tento a sua carne
Você já não me acha mais tão vítima, acha?
Me deixei levar
Perdoe-me
Quem sabe quando "souberdes" de minha história...
Algum dia, algum dia

PS: Quem sabe isso não vire um conto.

[sem nome]

Já é noite.

As luzes se apagaram, estou sozinho na escuridão.

Não tenho medo, mas não me sinto seguro

As sombras por todos os lados me agridem de certa forma

Atingem meu âmago

O que eu fiz pra merecer?

Talvez a culpa, o remorso

Talvez todas as coisas passadas

Todos meus pecados

Todos.

E eu aqui na escuridão

Não reconheço meu lugar... não vejo estrelas

A crueldade profana o solo escuro

Mas que solo?

Nem mesmo esse posso ver...

Ouço passos, vozes

Sou guiado, inconscientemente por caminhos que não quero percorrer

Como se uma mão invisivel tocasse meu ombro

Como se um amigo oculto me dissesse "Faça"

O sol teima em não raiar

Passo horas, horas, e mais horas

E nada de luz... sou cego... já não sei mais

Os monstros se aproximam de mim

As coisas da qual eu fugi enquanto havia luz, enquanto havia algo

Todos mortos

"Você fez isso"

"Você condenou"

"Você julgou e matou"

Os mortos deveriam continuar mortos

Deveriam esperar do outro lado do véu

Amargando tudo aquilo

Enquanto você tentava consertar em vida

Acreditando numa esperança inútil

Numa fagulha de luz que não surge.

Porque aqui no escuro não há ninguém para segurar minhas mãos?!

Para me dizer o que fazer!

Sò as vozes que gritam em desespero

Berram e imploram por ajuda

Almas atormentadas, e que agora me atormentam

Se isso for o inferno então deve ser só o começo

Enquanto me afundo no limbo e perco minha sanidade

Sanidade? Como posso tocar nisso agora

Estou na escuridão, ouvindo passos, vozes e berros

Pedindo ajuda a mãos invisíveis,

Demônios sedentos pela minha alma

E eu ainda me penso como sano

Sou obrigado a gargalhar

E na escuridão o som é vazio...

Estranho.


[continua...]


Ótica mental cheia de hortelã!

Café forte e sem açúcar!